Por
volta de 1940, Francisco Inácio, fazendeiro de Goiás, já com bastante gado mocho,
guzeratado e anelorado, teria vendido uma boiada para uma fazenda paulista. O
capataz dele, Sr. Cardoso, veio acompanhando este gado, que seguia para a
Fazenda S. José dos Dourados, do Sr. Júlio do Valle.
O
Sr. Júlio do Valle, pecuarista, era considerado um amigo da família Ortenblad e
utilizava a Fazenda Água Milagrosa, situada no município de Tabapuã como
"pouso" para sua boiada.
Assim, ele deu de presente, a Sra. Isabel
Lerro Ortenblad, um garrote mocho de sua boiada recém chegada.
Já
na Fazenda Água Milagrosa, este garrote destacou-se dos demais pelas suas
ótimas características físicas e o fato de não apresentar chifre, sendo um
mocho perfeito. Este, seria o animal no futuro batizado com o nome de TABAPUÃ,
e marcado a fogo com o número T-0, seguindo a tradição de dar aos
animais os nomes das localidades de onde procedem.
Em
seguida, em 1943, o Dr. Alberto Ortenblad, apartou um lote de novilhas e deu
início a um trabalho zootécnico documentado de acasalamentos deste touro T-0,
com fêmeas de chifre, e em seguida acasalamento sucessivos das filhas e netas
pelo pai e avô, acasalamento este em zootecnia denominado (in-and-in-breeding),
que visa a rapidamente atingir o objetivo pretendido, pois defeitos e
qualidades logo aparecem nos produtos gerados, permitindo o descarte daqueles
com defeito, e o prosseguimento da seleção.
Estava
dado início a raça TABAPUÃ .
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Tabapuã T-0
em março de 1943 |