O
TABAPUÃ tem características físicas que lhes dão vantagens frigoríficas
em relação a outros zebuínos. Ele tem cabeça e pescoço menores, patas curtas e
carcaça cilíndrica, o que faz com que o aproveitamento de carne seja muito bom,
acima de 50%.
Formado
no interior de São Paulo, o TABAPUÃ se expande por todo o Brasil, em
função de sua grande facilidade de adaptação a qualquer região e tipo de
alimento, mantendo sua grande
capacidade de conversão alimentar ou ganho de peso.
Erroneamente,
a ausência de chifres é apontada por alguns criadores como uma das maiores
vantagens do TABAPUÃ, que se
esquecem do seu ganho de peso. Não haveria sentido criar uma raça pensando
apenas nos chifres, embora reconheçamos que o manejo da criação, principalmente
em confinamento, e o transporte de animais mochos ficam facilitados.
As
vantagens da ausência de chifres nos bovinos são muitas, conforme afirma o
Agrônomo Alberto Alves Santiago, autor do livro "O Zebu na Índia, no
Brasil e no Mundo". Em primeiro lugar os chifres se constituem num meio de
defesa do animal e, como tal, podem gerar vários inconvenientes.
Também
os animais descornados se acomodam em maior número nos caminhões, currais,
estábulos, bebedouros e cochos, evitando-se as tradicionais chifradas que
sempre terminam machucando o animal e prejudicando a qualidade do couro.
No
semi-confinamento, podemos observar que muitos fazendeiros preferem, hoje, ter uma vacada anelorada com touro TABAPUÃ , cujas crias serão manejadas em regime de
semi-confinamento, chegando ao abate, muito
mais cedo.
No
confinamento, os mestiços de raças européias com o TABAPUÃ são notáveis
na velocidade de ganho de peso e no rendimento final. São produtos ideais para
confinamento.
O
TABAPUÃ é altamente produtivo nos 03 regimes de manejo, seja a campo, confinamento
ou semi-confinamento.